Mais uma de amor


Estou vivendo um momento estranho...

De querer que ela cresça e secretamente sentir medo: "Quem será ela agora? Quem nós seremos?"

Ela falou tchau pro mamá, está dizendo para as fraldas e se apaixonou por uma cama em forma de casinha que parece uma cabana.

Conversa, argumenta e diz muitos nãos. Quando faz alguma coisa que "não pode" disfarça.... sim ela disfarça!! O que não consigo disfarçar é esse meu medo misturado com empolgação, angústia, alegria e amor. Se é que é possível sentir tudo isso junto.

Agora olho para esta menina, porque não dá mais para chamar de bebê uma pessoa que me conta o dia gesticulando, e penso: "E agora?"

Sei lá... Há dois anos e quase sete meses que não sei muito bem como será a semana, o dia ou a próxima hora.

Olho pra a nossa menina cheia de dentes e vontades e me acho muito sortuda. Amo tudo nela, da unha gordinha do dedão do pé até o cachinho novo que apareceu no cabelo.

Olho para ela e as vezes choro. Choro porque? Não sei....

Ao mesmo tempo que vem todas as melhores sensações do mundo, vem também uma melancolia. Uma saudade, uma despedida... me despeço da bebê para que a criança chegue.

E não é que eu não queira que ela cresça, quero muito que isso aconteça, desejo que ela seja tudo o que quiser ser, onde e como quiser!

É só uma despedida mesmo, porque esta fase vai deixar saudade.Meu coração aperta, mas sinto gratidão.

Gratidão por ter passado por esta fase, por estar vendo ela deixar de ser bebê e virar criança e por toda transformação que ela trouxe para a nossa família. Sinto que uma ruptura e mais uma transição vem chegando. Que sejam tranquilas e tragam aprendizado.

Hoje de madrugada ela me chamou, falei que a mamãe estava ali e ela respondeu: "Que bom, achei que você tinha ido embora." Respondi que não, que estaria sempre com ela. Ela suspirou e adormeceu.

Pronto! Aquele seria uma daqueles momentos que eu não esqueceria.

Entendi naquele momento aquilo que meus pais sempre dizem para mim e para o meu irmão: "Não importa o quanto vocês cresçam, vocês sempre serão nossos filhos."

Respirei, funguei o cangote dela, abracei e me dei conta que "apesar de termos feito tudo o que fizemos, nós ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais."

E assim seguimos....


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