Nunca pensei que eu fosse amamentar uma criança de dois anos...


Minha filha Manuela faz dois anos. E há dois anos ela mama no peito.


Quando eu digo que nunca pensei que chegaria a essa marca é a mais pura verdade e para ser mais sincera ainda, tenho que confessar que nunca tinha pensado muito em amamentação ou que amamentaria minha filha. Ouvia muito que a amamentação prendia as mães, que o leite secava, que era fraco, que o bebê “chupetava”, que o peito não deixava dormir, que viciava, que mimava, que tinha que esconder com paninho (Oi?)... Ou seja, o peito era uma grande preocupação. O peito era problema e não a solução.


Minha filha nasceu as 4:36 da manhã do dia 02 de agosto de 2014 e as 4:42 ela estava no meu peito mamando. A partir daí foram iniciados os passos para que eu conseguisse quebrar todos aqueles preconceitos...


Eu tinha uma pediatra neonatal humanizada na equipe e ela fez TODA a diferença na minha história, ela foi a primeira pessoa que me falou sobre a pega correta (boquinha de peixe), sobre o colostro, sobre a livre demanda. Pacientemente, durante a primeira hora de vida, a Manuela mamou, olhou pra mim, conversamos, fomos nos conhecendo e a pediatra ali incansável, tirando gentilmente a Manu do peito quando a pega ficava errada, recolocando, conversando com ela... Foi a primeira vez que eu vi o leite sair do meu peito e ali eu comecei a reconhecer a existência da amamentação.


Quando ela tinha nove dias de vida me lembro de deitar e pensar: “Nossa, hoje é a primeira noite que eu estou indo dormir sem sentir dor” (Como precisei fazer uma cesariana necessária, a dor do corte me incomodava muito). Essa noite foi a primeira que todos dormimos 5 horas seguidas. Acordei no décimo dia de vida da Manuela com uma dor horrível e o peito cheio, duro, vermelho, queimando... DOR... Era mastite.


Depois de uma ida ao hospital, comecei a deixar a Manuela no peito o tempo todo para “esvaziar” e apesar de sentir medo de sentir mais dor.... Fui percebendo que conforme esvaziava, a dor passava... Minha doula veio fazer uma visita, me apresentou o grupo virtual Matrice. Mais alguns passos para meu sucesso na amamentação.


Eu tinha medo de ter leite fraco... Ia no Matrice e descobria que não tinha isso. Tinha medo da Manu estar “chupetando”... Ia no Matrice e via que era importante para a manter a produção... Tinha receio de amamentar durante a noite, porque me diziam que bebês não podiam mamar durante a noite... Matrice... Prolactina.... Dr Carlos González... Liberdade.


Voltei para o trabalho, levei a Manu comigo até que ela completasse seis meses. Pronto! Primeira meta: Amamentação exclusiva por seis meses! Aprendi a ordenhar, ordenhava no trabalho para que a Manu mamasse na escola, no copo... Sem chupeta e nem mamadeira... O que fazer com aquele monte de mamadeira que eu ganhei?? Ainda não sei....


Com 1 ano vou parar... Cheguei lá... Porque parar? Qual o sentido de dar outro leite que não o meu? Estudo, leitura, grupos... Não parei.


1 ano e 6 meses... Mamá só a noite.

1 ano e 11 meses... LD de novo?? Como assim?? SENDO.

2 anos...Ela acorda e fala: “Oi Mamá, bom dia!”... Durante o dia: “Oi Mamá, tá dormindo? Até depois então!”... Mamando ela fala: “Ponto, cabo! Oto mamá.”


Eu nunca pensei que fosse amamentar uma criança de dois anos. Eu nunca pensei que fosse ser uma mãe que amamenta. Nunca pensei que fosse conseguir. Nunca pensei que o leite materno fosse tão importante... Ele conecta, ele acolhe, ele produz anticorpos. Manu tem dois anos e o máximo que teve foi uma gripe leve. Eu acredito verdadeiramente que isso é graças as leite materno.


Hoje então, a gente comemora os dois anos da Manu, os dois anos do mamá e os dois anos de uma mãe que agradece diariamente por ter tido informação, apoio e por ter vivenciado a grandiosidade que é alimentar e nutrir sua filha com a força e o poder do seu corpo.


Sobre o Matrice:

https://www.facebook.com/grupomatrice

https://matrice.wordpress.com/


Informações sobre o Dr Carlos Gonzalez e livros traduzidos para o português:

http://www.editoratimo.com.br/#!carlos-gonzalez/c1cvp


Damiana Angrimani Bonavigo é mãe da Manuela e Psicóloga.

#amamentação #amamentaçãoprolongada #aleitamento #amor #SMAM

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